sábado, 25 de maio de 2013

Este ano de 2012 foi um luxo! Não, não viajei para Paris, Dubai ou Costa Amalfitana. Não, não deu para comprar o meu apartamento tão sonhado. Também não ganhei na Megasena, mas ainda tenho esperanças, afinal, falta a Mega da Virada. Não tive meus cupons de troca de compras em Shoppings sorteados, portanto, não há nenhuma Mercedes, BMW ou Volvo estacionados na minha garagem.

Vocês devem estar pensando... "Onde está o luxo?". Pois bem, o luxo esteve presente nas coisas que vivi e aprendi. Parece que amadureci uns 10 anos. Talvez 20. Amadureci, não envelheci. Tive que jogar velhos conceitos no lixo; fiz novos amigos, fortaleci amizades, mas descobri que algumas pessoas que eu tinha em alta consideração, não estavam nem aí para mim.

Redescobri a amizade com a minha mãe, que chamo carinhosamente de mamãe. Saímos juntas, almoçamos em lugares bacanas, fizemos comprinhas de meninas e dividimos muitas confidências. Claro, nem tantas assim. Minha mãe não sabe todos os meus segredos.

Por outro lado, encontrei um pai mais frágil. Na hora da dificuldade, eu e minha mãe saímos à luta, enquanto ele se escondia atrás do seu trabalho. Nunca tinha tempo para nada e, quando estava em casa, esteva sempre cansado... Será que estava mesmo, ou o medo de enfrentar novos desafios o paralisou? Mas meu pai sempre será o meu papai, aquele que traz meu café da manhã, na cama.

Por causa de uma mudança, tive que redecorar meu cantinho, que ainda fica na casa dos meus pais. Mas ficou muito legal! Um sofá de 2 metros de largura por 1,50 de profundidade, outro sofá lindo da Micasa, uma TV grande Full HD, um laptop, umas coisinhas para decorar, um tablet e pronto: minha suíte ficou linda!

Achou pouco? Para quem teve um ano, como o que eu tive, foi muito bom decorar meu quarto. Isto foi um luxo!

E o lixo? Bom, o lixo, já falei um pouco sobre ele: falsas amizades, inveja e fofoca. Que lixo!

Em 2013, terei um ano fantástico! Já sei me afastar do lixo e reconhecer o verdadeiro luxo: o amor, as amizades e a família.

Que venha 2013, com amor, abundância, paz e muito luxo! Feliz ano novo! Feliz Blog novo!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Só o Fim de uma Ilusão

Parecia uma crise, mas era só o fim de uma ilusão.
Essa frase se repetia na minha mente, que buscava um significado mais amplo para ela. Parecia muito importante que nela coubessem todos os sentimentos contidos nos anos de minha vida.
Eu cresci à espera da realização do sonho e do término do sofrimento. Eu tinha muitos sonhos, não era um só. Mas eles sempre foram coisas simples, como ter minha profissão, minha casa, uma família e a certeza de que estaríamos nos apoiando. E assim foi. Porém, o sofrimento nunca passou. Nunca deu uma trégua. Ele estava lá, escondido nas traições dos namorados, presente na incerteza de que eu fecharia o mês com as contas pagas, mas abafado pela felicidade de ter podido comprar algum equipamento especial para o meu trabalho. No escritório, no emprego, nas relações interpessoais, lá vinha o sofrimento. Ele era a incerteza, a dúvida, a insegurança. Será que poderei pagar a secretária? Será que serei despedida novamente? Serei julgada se disser o que penso? E se não disser? Serei chamada de omissa?
O sofrimento se chamava ansiedade. E ansiedade é o medo daquilo que não aconteceu... Ainda. Mas os ansiosos temem o que pode acontecer, baseados em experiências passadas negativas. Eu temia coisas que nunca havia vivenciado, como perder minha própria casa, sendo que nunca havia possuído uma. Quero dizer, uma que fosse minha, comprada com o meu dinheiro ou não, mas que contivesse meu nome completo na escritura. Não ter um teto digno, ser despejada, não ter dinheiro para pagar aluguel, condomínio, IPTU e Cemig. Em segundo lugar, meu mais recorrente pesadelo era não ter dinheiro para pagar pessoas. Sim, na minha escala da vergonha, o meu "Índice da Vergonha", com o maior número de pontos vinha a falta de um lar. Em segundo lugar, estava o calote em pessoas físicas: secretárias, funcionárias e prestadores de serviço.
Não havia passado por nada disso, mas era sempre no sufoco que fechava o mês. Sempre devendo algum para o próximo mês. E não havia onde buscar ajuda, a não ser procurar mais um emprego, para se juntar aos meus dois fixos. Com o tempo, o cansaço me mostrou que era o fim. O fim de uma ilusão. Já não havia lugar para tanta frustração, então, o jeito era encarar a realidade e admitir: faltava amor na minha vida. Faltava um companheiro, um parceiro, um cúmplice.